Monitorização de pragas associadas à amendoeira em Alfândega-da-Fé (Trás-os-Montes)
Artigo de Conferência
Visão geral
Visão geral
resumo
Trás-os-Montes é uma das principais regiões produtoras de amêndoa em Portugal. Esta
cultura apresenta problemas fitossanitários associados a pragas que podem originar
estragos significativos na produção da planta. A monitorização dessas pragas constitui
um aspeto importante com vista a uma correta tomada de decisão no que diz respeito
ao combate a efetuar contra cada espécie. O objetivo deste trabalho foi monitorizar as
populações das principais pragas da amendoeira, nomeadamente Tetranychus urticae
koch, Monosteira unicostata (Mulsant & Rey, 1852), Anarsia lineatella Zeller, Grapholita
molesta (Busck), Cossus cossus L. e Zeuzera pyrina L. na zona de Alfândega-da-Fé, em
Trás-os-Montes. Para a monitorização das populações de aranhiço-amarelo T. urticae e
de M. unicostata realizaram-se observações entre meados de julho e meados de agosto
de 2015 em um amendoal não regado através da colheita de 20 folhas em 20 árvores
em cada uma das variedades "Giorieta" e "Masbovera" e, no laboratório, contaram-se
ovos, ninfas e adultos de T. urticae e adultos de M. unicostata. Para a monitorização de
A. lineatella, G. molesta, C. cossus e Z. pyrina instalaram-se, em dois amendoais (um
regado e outro não regado), três armadilhas delta com feromona para captura das duas
primeiras espécies e três armadilhas tipo funil com feromona para captura das duas
segundas. Estas armadilhas permaneceram instaladas desde inícios de maio até finais
de novembro de 2015. Não se verificaram diferenças significativas entre as populações
de T. urticae e de M. unicostata capturadas nas duas variedades de amendoeira, nem
entre as populações das restantes pragas capturadas nos dois amendoais. As populações
de T. urticae registaram um pico de abundância em meados de julho e foi atingido o seu
nível económico de ataque. As populações de A. lineatel/o e de G. molesta atingiram
níveis populacionais relativamente elevados (com um pico médio de capturas de 74
e 9 indivíduos, respetivamente), mas apenas 1 indivíduo de C. cossus e 1 de Z. pyrina
foram capturados. Estes resultados permitiram conhecer os níveis populacionais das
pragas associadas à amendoeira e fazer recomendações, aos parceiro do projeto, sobre
a melhor ocasião para efetuar o tratamento fitossanitário.